Emergência se tem ou não se tem.
A primeira vez que ouvi esta frase foi há cerca de vinte anos, quando nosso presidente e mentor Antonio Terra se referia, que neste segmento, não pode existir um serviço mais ou menos; ele deve ser feito com responsabilidade e seriedade ou o usuário pode estar em risco de morte. E foi com essas palavras que o Dr. Terra nos indicou o caminho para fazer da VIDA uma empresa de emergência e não de ambulâncias.
Evidentemente que hoje já temos (a equipe toda) este conceito tão claro, que nos parece uma coisa óbvia, embora em certas situações a gente perceba que ainda se faz necessário parar e refletir sobre essas sete palavras…
Em diferentes momentos, tenho conversado com parceiros que, legiti-mamente, questionam o valor deste serviço; não sei se percebem que falei de valor e não de preço…, pois bem, continuando meu raciocínio…direi que o valor do serviço de emergência não tem preço quando a vida é salva. Agora, o preço sim é diretamente proporcional a sua qualidade em resposta rápida, na forma adequada e com o poder da resolutividade devida, o que se traduz da seguinte maneira: quantos infartos atendidos e percentual de sobrevida, quantas Paradas Cardio-Respiratórias (PCR´s) e qual o índice de reversão…resumindo, quantas vidas salvas!
Há uma tendência natural das pessoas acreditarem que a eficiência deste serviço tem a ver com a quantidade de ambulâncias ou que seu preço define-se pelo ato do atendimento mas esses dois conceitos estão errados: os veículos, respondem ao dimensionamento e o preço à estrutura disponibilizada para dar certeza de atendimento, ocorra este ou não (a espera é cara)…e aí vamos definitivamente ao encontro daquela frase de sete palavras que inicia esta reflexão e portanto, ao compromisso de garantir “se precisar, estaremos aí”, passando por cima das dificuldades financeiras e mantendo a estrutura compromissada na palavra, na consciência e no contrato…porque, contrato é papel mas a palavra é honra, credibilidade é ética e a VIDA HUMANA não tem preço.
Carlos Alberto Castellanos
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